id-bairro
Projeto internacional de arte urbana de longa duração, com vasta trajetória implicada com criatividade social, ação coletiva e práticas artísticas no contexto espanhol, realizou sua primeira inserção no Brasil em outubro de 2010, propondo a atuação em rede como uma plataforma de aproximação entre instituições, agentes locais e extra-locais para operar culturas de proximidade. O id-bairro SP#02 se configura como práticas performativas do espaço público por meio de ações artísticas - realização de percursos fotográficos, videográficos, intervenções urbanas e deambulações que buscam mapear, articular e promover o intercâmbio multicultural e a participação da população em torno do patrimônio cultural do bairro do Bom Retiro, tendo como foco as relações interculturais e dinâmicas locais.

Uma iniciativa de Ramom Parramom com curadoria de Lilian Amaral.


sábado, 30 de julho de 2011

O dia 27 de maio

História boliviana
Contada por: Veronica

Feira da Kantuta
domingo, 10-07-2011
10h 40 min

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A história da banana


História grega
Contada por: Stylianos

Centro Comercial do Bom Retiro
Quinta feira, 21-07-2011
13h 47 min

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História de Potossi

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História boliviana
Contada por: Rosário


Vou lhes contar a história de Potosi.
Quando chegaram os príncipes e os reis, eles chegaram com gente demais e nós os bolivianos éramos campesinos, não conhecíamos outro mundo. Então, eles chegaram do primeiro mundo pro terceiro mundo, como chamam, e viram que tínhamos tanta riqueza que se aproveitaram dela. Começaram a fazer minas, maquinários, levaram o ouro. Nós tínhamos tanto, mas tanto ouro que poderíamos fazer uma ponte daqui até Madrid, na Espanha.
Posso dizer-lhes por que li e conheci a história, de que a Bolívia poderia ser atualmente primeiro mundo, porém lamentavelmente não tivemos as máquinas, os recursos para produzir o produto. Atualmente nos seguem retirando o bruto e retornam ao nosso país com os moveis já feitos e demais coisas.
Potosi era uma cidade tranqüila quando chegaram os espanhóis. Chegaram e se instalaram, porém fazia tanto frio em Potosi. No meio da cidade passava uma linha que a dividia, e foi tanta a ousadia deles que partiram em dois Potosi. A nós bolivianos, nos proibiram cruzar a cidade e nos deixaram de um lado. Como fazia tanto frio, foram viver em Sucre, porque Sucre está a três horas de Potosi e atualmente está em castigo de “la glorieta” .
Foi aí que os reis e demais vinham a Potosi trabalhar ali e levaram tanto ouro. E eu convido as pessoas a conhecer a Casa da Moeda, o Cerro de Potosi, o convento das carmelitas. O convento é um claustro total, onde as pessoas davam a sua primeira filha mulher, se era mulher, ao convento, para ganhar um dote, para obter um titulo, e era total este claustro que tinha três portas, uma de madeira, uma de vidro e outra de metal. Então, as meninas eram deixadas a partir dos 15 anos e não as via nunca mais. Se falavam com elas, era apenas vendo a boca e ouvindo a voz e nada mais. Atualmente é um museu e mostra toda a historia vivida de Potosi em tempo de reinado.
Posso comentar também do convento de São Francisco que é também onde as famílias entregavam o primeiro filho homem como sacerdote para obter um dote ou para pertencer  à alta sociedade de antigamente.
Também posso comentar de minha terra, Tarija, que é um vale, onde produz a uva. É muito tranqüila, muito charmosa pelo clima e pelas pessoas que têm. Produz uva e todo tipo de hortaliças.
Posso contar de La Paz. La Paz é uma cidade muito agitada que parece São Paulo, mas tem um lugar charmoso que parece um paraíso que se chama Los Yungas. Los Yungas está onde se produz a coca, perto de onde existem as minas de ouro e uma selva tão grande que parece Brasil. Uma selva que vem desde o Mato Grosso. É um país enorme e graças a deus eu tive a oportunidade de viajar bastante e conhecer meu próprio país e também conhecer outros países como o Chile, a Argentina e agora o Brasil. E não me vou do Brasil ate conhecer sua história, suas lendas, sua história política e a história dos grandes empresários, que já escutei um esta manhã e gostei muito.
Bem, quero mandar um saludo a meus irmãos bolivianos, e dizer-lhes que, irmãos bolivianos, se vocês decidem sair do seu país, não tenham medo. Pisem firme, estejam seguros de vocês mesmos, de onde pisam, para onde vão e como falam, que tudo vai ir bem.
Custa estar em outro país, custa ambientar-se. Mas graças a deus nós bolivianos trabalhamos muito e podemos entender a maioria das línguas do mundo.
Deus nos deu muita riqueza da terra, e nos deu muita sabedoria. Então irmãos bolivianos, onde se encontrem, lutem forte e triunfem,  façam o que nunca tenham feito, cumpram seus sonhos, nem que seja por um dia, mas cumpram, como eu o estou fazendo agora.

Feira da Kantuta
domingo, 17-07-2011
09h 45 min

Uma pequena parte do universo Andino

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História boliviana
Contada por: Roman


A cordilheira dos Andes é uma região da America do Sul muito rica de culturas e o seu centro está situado na região de Bolívia, Peru, Equador, e por ai vai...
Conta a lenda que ha mais de quinze mil anos atrás, o deus Huiracocha saiu das águas e formou vários grupos de pessoas de pedra. A cada grupo deu uma característica, uma profissão, uma atividade, a cada grupo lhes deu uma cor para que se identifiquem e até hoje se utiliza esse detalhe de identificação.
Uma vez que completou sua missão, dar a cada grupo conhecimento, indumentárias, modo de vidas e leis, os ordenou que sumissem debaixo da terra e que saíssem através dos lagos, das montanhas e dos rios. Assim foi feito e dessa maneira, esses povos que se originaram das montanhas, adoram as montanhas como suas deidades geradoras, adoram os rios, os pampas, a paisagem e também, o Huiracocha os deu os Hapos, que são uns templos de cristal e de ouro que estão acima das cordilherias que somente têm acesso os xamanes, os iniciados.
E também o Huiracocha criou os Ramires, que são lugares de repouso espiritual, na atualidade, quando alguém tem contato com os nativos ou quéchuas, e não tem essa familiaridade de conhecer essas coisas, diz: “ meu Ramires é ali ”, o lugar de repouso espiritual. É uma lugar na terra, um campo, um local que você não se vê nada de especial mas sabes que é ali, pois é um ponto energético e toda vez que se sente cansado espiritualmente, porque na filosofia andina se diz que as extremas emoções, as tristezas e inclusive as alegrias desgastam o espírito, então para que o nativo possa se curar desses males espirituais, vai aos seus Ramires, lugares de reforço espiritual. Os animais também tem seus Ramires.
Naturalmente para a ótica ocidental não há nada de especial ver a paisagem, mas o nativo sabe que ali há um ponto energético, que pode ser também, por exemplo, uma cachoeira. Então, quando é uma cachoeira, a pessoa vai, se senta, na posição de yoga que é muito natural na cultura andina e começa a contar em voz alta todos os problemas que têm à cachoeira, e como a cachoeira é água e é uma energia viva, ela vai limpando as energias negativas em torno da palavra e purificando a pessoa. Dessa maneira o mundo andino foi criado e se estendeu do seu foco que é atualmente a Bolívia que anteriormente se chamava alto Peru e que anteriormente se chamava Collasuyo. Aqui tínhamos três nomes, ou seja, quando chama Bolívia é a parte ocidental, quando se chama alto Peru, é a parte da república da Bolívia, que não tem nada a ver com a cultura andina, e o nome verdadeiro da Bolívia é Collasuyo. Como o nome do Brasil, que o nome verdadeiro é Pindorama, que pouca gente sabe... mas, como sou um estudioso e trabalho com xamanismo, eu sei dessas coisas.
Hoje em dia se fala muito do deus Huiracocha, que é o deus criador do mundo e deixou aos povos os códigos de ética e de moral que são sete: não mentir, não roubar, não ser preguiçoso, ser leal, praticar a reciprocidade, ser limpo de corpo e espírito e proteger a La Pacha Mama, que é a mãe terra.
São sete códigos andinos e os incas pegaram três, não roubar, não mentir e não ser preguiçoso e só com esses três códigos criaram a base de todas as culturas que existiam na época, ou seja, os incas não têm esse grande mérito que a historia conta. Dentro de uma historia há outra historia, que não tem nos livros e não se ensina nas escolas, mas nós, eu na minha casa como sou da nação quéchua, o fato de que eu fale quéchua me permite, me dá acesso a essas informações, porque está relacionado a nossa espiritualidade. Então como definimos a cultura andina baseada em duas culturas importantes, a quéchua e a Aymara, que são a base de mais de 80 culturas, fora das 200 que existem na região da Amazônia. Há duas que são o tronco gerados, que é a Quéchua e a Aymara e atualmente são mais de 4 milhões distribuídos na Argentina, Chile, Bolívia, Peru e Equador. Bom, não estão distribuídos porque sempre estiveram nesse lugar. Os espanhóis que invadiram e inventaram países em cima de algo que já existia, então dizemos nações, porque quando um grupo social chega ao numero de um milhão, ele constitui uma nação. A palavra tribo não entra nessas historias porque é um termo criado pela ciência, é um termo que não encaixa. Ou é aldeia, ou é povo, ou é nação. Quando se usa a palavra tribo está fechando, não se abre mais para nada.
Na cultura de hoje tem os skinheads, um montão de tribos, que são grupos fechados. A tradição andina da criação do mundo, está baseado nessa forma que eu contei, e ainda há festa hoje em dia com esses 4 milhões de nativos que estão em seus países e de alguma forma influenciam as culturas da Amazônia em geral, porque existe uma troca de informações, de remédios, sempre existiram essas trocas, que hoje em dia ainda existem. Eu faço parte desses grupos de troca, trago plantas do Amazonas aos Andes, e dos Andes ao Amazonas, levo notícias, pois obviamente isso tudo está terminando porque a influência da cultura ocidental é muito forte, mas o curioso é como, uma civilização que chega aos 15 mil anos, como ter chegado a tanto assim? Por que são guerreiros? Não. Por que são belicosos? Não. Por que têm o poder e a ambição? Não. Porque temos a sabedoria. Que infelizmente a ciência trata com muito preconceito. Desde a invasão dos ibéricos, portugueses e espanhóis, houve um preconceito muito grande, porque ao chegar aos Andes, viram os incas e o ouro em tamanha quantidade, descobriram que o ouro tinha valor puramente decorativo ali, não tinha o valor que possuía na Europa, de ambição e poder. Então o espanhol se sentiu ofendido em seu ego de ser superior e disse ‘não, coisa do diabo, matem, acabem, queime’ (risos).
Como tudo tem efeito bumerangue na vida, isso é do xamanismo, então aí está, a prova, o presidente boliviano é um índio! Evo Morales, esse é o troco que se dá a 500 anos de injustiças.
Bom, o que acabo de relatar aqui é apenas uma pequena parte do universo andino que está relacionado às culturas Aymara, que são do altiplano, de acima de 3mil e 500 metros, da cultura Quéchua que é de uma região de clima mais temperado.

Feira da Kantuta
domingo, 17-07-2011
12h 37 min

A lua e o Sol são irmãos


História popular Coreana
Contada por: Patrícia 
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SP. Espaço Cultural QUM
terça feira, 12-07-2011
10h 35 min

A captura do bandido da Luz Vermelha.

História brasileira
Contada por Milton 

Centro comercial do Bom Retiro
Quinta feira, 21-07-2011
14h 05 min
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O Tigre que tinha medo do caqui

História popular Coreana
Contada por: Karina Park


SP. Espaço Cultural QUM
terça feira, 12-07-2011
09h 20 min
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Era uma vez, um Tigre que morava em uma densa floresta.
Um dia, o Tigre esfomeado desceu para o vilarejo em busca de algo para comer. Farejando pelo vilarejo, o Tigre parou em frente de uma pequena casa e escutou um bebê chorar.

– Pare de chorar meu querido! O Tigre está aqui fora para pegar as crianças que choram, dizia a vovó.
– Mas que  estranho! Como ele sabe que eu estou aqui? Pensou o Tigre.
O bebê, sem medo, continuou chorando cada vez mais alto.
O Tigre furioso disse:
– Este bebê não tem medo de nada! Hora de aprender uma lição!
Mas quando o Tigre estava prestes a entrar, ele escutou: “Olha o caqui e agora pare de chorar!”
E seu choro cessou.
O Tigre assustado disse:
– Essa não, acho que lá dentro tem um animal mais forte que eu chamado  caqui. É melhor eu me esconder.
Sutilmente o Tigre foi se esconder em baixo de um muro.
De repente, um ladrão que estava por perto para roubar o boi da vovó, pulou o muro e pensando que o tigre era o boi, sentou em suas costas.
– Essa não! O caqui veio me pegar!
O Tigre muito assustado, fugiu o mais rápido que pode.
O ladrão, pendurado em suas costas por um bom tempo, olhou para baixo e disse:
– Minha nossa, isso é um tigre? E agora? Se eu descer ele vai me devorar!
O ladrão segurou o Tigre ainda mais forte.
– O Caqui é realmente assustador! Disse o Tigre, quando bateu com tudo no
tronco de uma árvore.
Vendo o Tigre caído, o ladrão fugiu rapidamente.
Logo percebendo que o Caqui desapareceu, limpou seu suor e disse: 
– Ainda bem que o Caqui se foi. Nunca mais irei voltar para o vilarejo!
E assim, as pessoas do vilarejo viveram em paz, sem nunca temer o grande Tigre.